Sunday, December 26, 2010

José Silva

Ocupado, para além do trabalho do dia a dia, com as actividades próprias da quadra natalícia (jantaradas, Boas Festas, etc.), o Povo não se apercebeu de que o jornalista José Silva deixou definitivamente (será?) a RTP (Rádio e Televisão de Portugal), ramo Açores. A desagradável informação foi apanhada na leitura de alguns "blogues" que o Povo tem por hábito espreitar. Nas entrelinhas dá para perceber que José Silva sofreu foi rasteirado ou empurrado. Logo se verá...
Não é necessário estar para aqui a fazer um arrazoado sobre as muitas qualidades de José Silva. Isso já foi feito por inúmeras pessoas que o conhecem de perto. Mas o Povo gostaria de recordar aqui duas características suas que o Povo muito apreciava e achava únicas:
-A forma despretensiosa e realista como como entendia e valorizava os problemas, as lutas e as ambições das pequenas colectividades;
-O modo elegante como sempre se referia aos clubes das "ilhas", exemplarmente demonstrado no respeito sempre manifestado no tempo de antena a eles concedido nos seus programas.
O Povo deseja a José Silva (que só conhece dos ecrãs da TV e dos alto-falantes de rádio) as maiores felicidades pessoais e profissionais.

Sunday, December 12, 2010

Aljubarrota

Há um pormenor acerca da celebérrima batalha de Aljubarrota que não é lá muito conhecido do grande público. Tem a ver com a disposição, engendrada por D. Nuno Álvares Pereira e D. João I, das tropas que enfrentaram o poderoso exército Castelhano . Toda a gente sabe que tinha a forma de um quadrado; muita gente sabe que as tropas estacionaram entre dois rios, obrigando os Castelhanos a afunilarem a sua enorme vanguarda, não lhes permitindo caír com toda a sua força sobre o minúsculo exército Português; pouca gente sabe que o refinamento estratégico dos dois líderes levou à escolha de terreno em que também existissem obstáculos intransponíveis pela retaguarda. Para evitar um ataque pelas traseiras? De modo nenhum. Para evitar, isso sim, que os soldados de Portugal tivessem por onde fugir. Resultado? Não tiveram outro remédio senão lutar bravamente e matar tudo o que lhes apareceu pela frente.
Que lições se podem extrair daqui? Assim é o Povo. Recua, faz contorcionismo, baixa-se até lhe aparecer o traseiro, para não se chatear. Mas se a crise se torna demasiado pesada, se já não tem nada a perder, se não tem mais por onde fugir, então perde completamente as estribeiras e assalta estabelecimentos e edifícios públicos, incendeia carros, luta com a polícia... Como o Povo de Aljubarrota, dá cabo de tudo o que aparece pela frente. Como se costuma dizer, o Povo é sereno... até um dia! Acreditem! Assim o ensina a História.

Wednesday, December 8, 2010

A guerra religiosa

O Povo ouviu uma interessante.
É sabido que a presença de Capelão católico em hospitais públicos provoca pele de galinha e maus fígados a algumas pessoas. Ainda por cima o Capelão faz parte da lista de vencimentos dos hospitais. Ora, neste campo o Hospital da Horta é inatacável. É verdade que também tem o seu Capelão católico. Mas para compensar, contratou um médico ortopedista que é pastor de outra religião. Dizem que da Igreja Adventista. E até dizem que é figura grada, Bispo ou coisa assim. Parece que as consultas metem catequese e tudo. E há revistas religiosas à disposição no consultório (sempre é uma variante às revistas foleiras dos consultórios de dentista...).
Portanto, a Igreja Católica que se cuide! Não é todos os dias e em qualquer sítio que se pode juntar à instrução religiosa uma consultazita médica. Sempre é um valor acrescentado... "Venha à catequese e de caminho trate um osso" poderia ser o "slogan" publicitário do Hospital.
O problema é se este progressivo estabelecimento de saúde se transforma em palco de guerra religiosa...

Tuesday, December 7, 2010

Alemanha

O Povo acha a Sra Merckel uma criatura perfeitamente explosiva. Nada e criada no mais Estalinista dos países do antigo bloco de leste (a defunta RDA) e líder de um partido de direita conservador, coisa boa não pode ser. Filha que é de um pastor de uma religião qualquer, gosta de pregar sermões de moral a todos. E gosta de apregoar as virtudes da sua Alemanha rica e enxovalhar os outros países pobres e devedores. Esquece-se a magnífica senhora que uma parte importante da pobreza dos outros resulta de excesso de compras ao seu rico país, tornando-o assim no mais rico entre todos os do velho Continente.
É pena que os pobres e endividados não sejam capazes de , em acção concertada, deixar de comprar produtos alemães. O Povo tem a certeza que a Sra Merckel e os seus carrancudos e empinados compatriotas piariam mais fininho...

Wednesday, December 1, 2010

O Povo está sempre a ser apanhado de surpresa pela criatividade e inspiração dos políticos. Então não é que a Ministra da Saúde descobriu o nó górdio dos problemas da saúde em Portugal, quiçá a nível mundial? Que é a indefinição da posição da Igreja acerca do uso do preservativo? Vamos lá, senhores prelados. Respondam à questão com clareza e ficará tudo resolvido. Valha-nos Deus...

Monday, November 29, 2010

Cruzeiro do Canal

O Povo julgou ter bebido um copito a mais ao ver dois barcos idênticos. Mas depois de afastar as brumas da memória, fez-se-lhe luz no espírito. Afinal os barcos eram mesmo dois, de seus nomes "Cruzeiro das Ilhas" e "Cruzeiro do Canal". O lapso devia-se simplesmente ao facto de o do Canal ter saído de circulação há tanto tempo que o Povo já nem se lembrava da sua existência. É bom ter de volta os dois gémeos. Só há um problema. Os Picoenses, que estavam livres de adoecer entre as 18h45 e as 23 e tal, estão agora ameaçados de adoecer a qualquer hora. E estavam também livres de terem de deslocar-se ao Faial em caso de avaria do das Ilhas. Agora já estão obrigados a deixar a doce modorra e embarcar para tratarem dos seus assuntos. É assim a vida... Ninguém prometeu um mar de rosas...
O Povo por vezes acha os políticos divertidos. Ou pensando melhor, talvez os ache ridículos. Ora vejamos um exemplo.
Em entrevista concedida ao Expresso de 27/11/10 a espantosa ministra que (des)governa a saúde que (não) temos produz a seguinte pérola de retórica: "quando eu era directora de serviço andava muitas vezes a apagar luzes, a desligar computadores ou a controlar fotocópias".
O Povo pergunta: e quem é que dirigia o serviço? Não acha a Sra Ministra que ganhava demais para fazer o trabalho que qualquer modesta empregada auxiliar faria, talvez até melhor?

Saturday, November 27, 2010

Roubo

O Dr. Henrique Monteiro, um idiota que já foi director do "Expresso", escreve hoje emproadamente, no referido semanário, as seguintes banalidades:
"O preocupante não é a conversa dos mercados revelar ignorância sobre o que eles são ou representam, ou significar uma desculpa para quem teve nas mãos a condução da situação (e refiro-me não só a governos, como a empresas e mesmo a pessoas que não acautelaram as situações financeiras do país, das companhias e das suas próprias casas)."
O Povo lembra aqui os muitos que trabalharam arduamente, pouparam metodicamente e administraram capazmente as finanças pessoais e familiares para, à laia de prémio, serem assaltados à mão armada por um Estado ladrão em benefício de outros ladrões, Rendeiros, Loureiros e outros quadrilheiros ligados a organizações sinistras que dão pelas siglas de BPN, BPP, etc.
Enquanto não fizer esta ressalva, o Dr. Monteiro e outros fariseus não passarão de escribas a soldo de alguns sumos-sacerdotes que os vão alimentando a doses de 30 moedas que nem de prata são.

Friday, November 26, 2010

Pacheco Pereira

O omnisciente Dr. Pacheco Pereira não é escriba do agrado do Povo, seguindo de perto Sousa Tavares e Pulido Valente na lista de ódios de estimação. No entanto, o Povo acha que este fazedor de opinião (ugh!) deu uma dentro em artigo publicado na revista Sábado, quando a certa altura acertadamente escreve:
"Dirão os realistas da economia cínica – que se caracterizam quase sempre por não estar na situação laboral sobre a qual opinam – que, com medo ou sem ele, com sindicatos ou sem eles, quando a racionalidade económica obriga, não há outro remédio senão perder o emprego, a bem ou a mal. E a realidade dos dias de hoje parece comprová-lo: seja qual for a retórica sobre os direitos laborais, se a economia real não os suporta, eles não valem nada. Não é verdade, porque no mundo complexo do real, a racionalidade económica não é uma linha definida que deixa de um lado o branco e do outro o preto. As coisas são quase sempre cinzentas e o jogo de luz e sombra faz-se de múltiplos interesses contraditórios sem os quais haveria muitos abusos e prepotências."
E, acrescentaria o Povo da sua lavra, é bom que os prepotentes não esqueçam que a populaça (o Povo) por vezes perde a paciência e abandona a habitual passividade, tornando-se agressivo e violento. E capaz das piores asneiras.
Há por aí alguém que ainda se lembre da palavra "Revolução"? Já há muito quem a murmure por aí. E da murmuração à vociferação e à acção a distância é muito curta...

Wednesday, November 24, 2010

Asneira

O Povo deu mancada. Ou seja, meteu água. No osso. O Povo passa a explicar.
Há já largos meses, o Povo foi convencido de que o Ortopedista Chefe do Hospital da Horta queria trabalhar muito e curar muitas pessoas de doenças do joelho e outros ossos. E disso deu conta nestas notas.
Mas afinal parece que a realidade é diferente. Parece que há por lá uma equipa capitaneada pelo dito ortopedista que anda a sacar uns cobres ao Povo através de um programa de recuperação de listas de espera, para o qual consta que há dinheiro. E até em quantias grandes,das quais a tal equipa se serve à vontade. Diz-se também que a tal lista de espera leva uma ajudinha para inchar qualquer coisa e render mais. Resumindo, negócios sujos com conivência de altos dirigentes do Hospital que, segundo alguns murmúrios, também colhem benefícios pessoais do tal programa.
O Povo vai procurar arranjar matéria para novos capítulos desta história mafiosa e complexa. Fica prometido...

Pseudolalia II

Aquela da Pseudolalia vem na wikipedia. Trata-se de uma compulsão para mentir. É doença. E é por isso que o Povo tem uma certa paciência com o Filho de Gepeto e seus colaboradores. Afinal são doentes...

Pressões

O Povo ouviu uma que é assaz estranha. Consta que o Dr. Eugénio Leal, Presidente do Conselho Executivo da Escola Manuel de Arriaga e destacado militante do PSD regional, andou a fazer trabalho sujo a favor do PS, pressionando os funcionários com vínculo de trabalho precário a não aderirem à greve, senão...
Será verdade?

Pseudolalia I

Um colaborador do Filho de Gepeto, ajudante do ministro da Administração Interna ( e com aspecto de ter sido um dos defensores mais entusiastas do casamento gay) anunciou com todo o descaramento uma adesão de 20% à greve geral. Ora o Povo, que no fundo não é mau, considera que esta gente também não é má e apresenta apenas sinais exuberantes de pseudolalia (ah ah! Aprendam!).

Saturday, November 13, 2010

Intrigado

O Povo anda intrigado. Alguns personagens sinistros saíram a terreiro e desataram a dizer coisas esquisitas. O governador do Banco de Portugal, do alto das suas dezenas de milhares de euros de vencimento mensal, vem dizer que Portugal tem vicios e uma longa história de se meter em sarilhos (ainda ninguém tinha dado por isso), o que faz com que os credores desconfiem (que novidade). E a seguir faz notar que os credores ainda não perceberam até onde vai o desvario, pois não contabilizaram ainda as dividas das empresas públicas, etc. Ora que grande amigo nos saíu este governador daquela inútil instituição. E que tal fechar o dito Banco (já que todos sabemos que o BCE é que manda e faz as contas) e poupar uma boa maquia nos ordenados gigantescos destes sabichões?
Também tivemos por estes dias o precioso contributo do Dr. Espírito Santo, importante figurão do "bas-fond" económico nacional. Este verdadeiro Ali-Babá dos tempos modernos explicou pormenorizadamente a Judite Sousa como deveria o País ser governado. Embora o Povo acredite que qualquer um saberia governar o País melhor do que o Filho de Gepeto, O Povo desconfia que o Dr. Espírito Santo faria as coisas de uma forma muito favorecedora para a sua lojeca e o seu fabuloso vencimento superior a 10 milhões anuais (fora o resto).
E até tivemos hoje o Monteiro do Expresso, que já foi de esquerda (quando isso era moderno), mas que entretanto se modernizou, que também dá umas dicas sobre como formar o próximo governo e o que este deverá fazer, nomeadamente profundas alterações ao "generoso" estado social que temos. O que o homem escreve daria um ataque de asma ao antigo social-democrata Pinto Balsemão, mas provavelmente desobstruirá os atacados bronquios do actual magnata com o mesmo nome. Enfim, sinais dos tempos... Que Deus nos acuda.

Thursday, September 30, 2010

Choque

O Povo ainda está em estado de choque. Não própriamente com as medidas anunciadas pelo (des)governo deste chiqueiro que se chama Portugal, uma vez que já eram esperadas por qualquer um com dois dedos de testa. Principalmente desde que o mentiroso relapso e contumaz com nome de filósofo (ugh!) afirmou que nada daquilo que foi anunciado se iria passar. O que mais incomoda é o ar compungido com que três carteiristas de fato e gravata anunciaram mais um assalto ao estúpido povo que lhes deu o tacho e lhes pôs na mão a arma que agora apontam à cabeça de todos. Recordando uma célebre rábula de Raúl Solnado, o Povo gostaria de pedir emprestado aos Americanos o assassino do Kennedy. Pena é que já não se encontre no mundo dos vivos. Já nem um assassinozito de jeito se arranja...

Tuesday, September 21, 2010

Tremuras

O Povo ainda está numa tremura desde que ouviu o imperador César acusar de forma tonitruante a rádio e a televisão públicas de grave irresponsabilidade a propósito das notícias sobre a bolsa de estudo concedida ao filho da Secretária do Trabalho pela própria mãe. O Povo considera que que a intervenção de Júlio, perdão, Carlos César, pede meças ao grandioso discurso com que Adamastor brindou o atrevido Gama.
Recordando o que aconteceu ao Dr. Mário Freitas (primeiro e último delegado de saúde da ilha de S. Miguel, no dizer do próprio em seu blog), que teve a ousadia de criticar o governo e foi "remodelado" por uma "reestruturação", o Povo teme sinceramente que Pedro Bicudo venha a ser o primeiro "repatriado" a voar no sentido Açores-EUA, devolvido à procedência...

Saturday, September 18, 2010

Espanto

O Povo tomou o gosto aos jornais. E anda agora a lê-los maiorzinhos. Há lá muita coisa interessante, como esta que o Povo leu no "i" online, e que gostaria de partilhar, sem comentários. E isto porque o Povo, que julgava ter capacidade de botar opinião sobre qualquer coisa, ficou sem palavras. Com a devida vénia:
"POLÍTICA
Carlos César atribui bolsa de 10 mil euros a filho da secretária do Trabalho

por Filipa Martins
Publicado em 18 de Setembro de 2010

O regulamento de concessão foi modificado e assinado pela governante açoriana meses antes de o filho concorrer a uma bolsa

O filho da secretária regional do Trabalho dos Açores, Miguel Marques Malaquias, recebeu do governo regional liderado por Carlos César uma bolsa de estudo no Continente no valor de 9500 euros, montante a que acrescem despesas inerentes à viagem de ida e volta de avião entre Lisboa e o arquipélago. A situação seria regular e nada teria de anormal se a bolsa de estudo atribuída ao filho de Ana Paula Marques não fosse no âmbito de um curso de Piloto de Linha Aérea. Acontece que esta área de formação só passou a fazer parte do regulamento de concessão de bolsas de estudo a partir de Outubro do ano passado, através de uma portaria modificada e assinada pela própria secretária regional, Ana Paula Marques. "Nesta mesma prossecução, e com a experiência obtida, após a aplicação daquele diploma, urge responder a novas necessidades formativas, em especial aos cursos que visem formar pilotos profissionais de avião civil", pode ler-se na portaria n.o 80/2009, de 6 de Outubro de 2009, que prevê a mudança do regulamento de acesso às bolsas de estudo do governo regional.

A isto acresce o facto de a bolsa atribuída ao filho da governante ter um valor muito superior às dos restantes bolseiros. Além de introduzir o curso de Piloto de Linha Aérea no regulamento de bolsas, Ana Paula Marques aumentou o valor dos apoios. Nos Açores, as bolsas de estudo são financiadas com um subsídio equivalente a 65% da remuneração mínima mensal no arquipélago, mas a secretária regional decidiu majorar o curso do filho com um subsídio equivalente a 150% da remuneração mínima mensal.

Além disto, Ana Paula Marques assina um anexo à portaria onde é referido que as bolsas de estudo do Governo Regional dos Açores são atribuídas independentemente das condições económicas dos familiares dos alunos: "Podem aderir ao presente regime complementar de bolsa de estudo os alunos residentes permanentes na Região Autónoma dos Açores que, independentemente dos seus recursos económicos, da idade e do ano que frequentem, façam prova de estarem matriculados fora da Região Autónoma dos Açores num curso de formação profissional que satisfaça os requisitos fixados."

Dez meses passados, por despacho de 16 de Agosto, é atribuído a Miguel Marques Malaquias, filho da secretária regional do Trabalho e autora da mudança da portaria, uma bolsa de estudo que se destina a financiar a frequência do curso de Piloto de Linha Aérea, ministrado na Academia Aeronáutica de Évora.

Confrontado com esta informação, o Governo Regional do Açores, liderado por Carlos César, preferiu emitir uma nota explicativa. "Os apoios para os cursos de piloto de aviação civil eram atribuídos através de outros programas: numa primeira fase, até 2007, através do PODESA e, a partir dessa altura e até 2009, por Portaria do Governo."

A secretária, Ana Paula Marques, decidiu optar "por integrar esses apoios no regulamento das bolsas de estudo, apenas para tornar a atribuição do subsídio mais transparente", lê-se na nota do gabinete."

Também ficaram sem palavras?

Saturday, September 11, 2010

Protesto

O Povo gostou de saber através do sítio da RTPA que duas das sete maravilhas naturais de Portugal eram a Montanha do Pico e a Lagoa das Sete Cidades. Mas o Povo ficou chateado por ver que só havia fotografia da lagoa. Nada de Pico. Será que não dava para pôr ao menos uma imagenzinha pequenina inserida na outra, assim como aquele homem que faz gestos no cantinho inferior direito de alguns telejornais?

Friday, September 3, 2010

O Povo adora aprender. E tem a noção de que "ler jornais é saber mais". Por isso, o Povo deitou-se à leitura de periódicos. Como acredita que tudo deve ser disfrutado em pequenas doses, o Povo contentou-se com jornais pequeninos, para não apanhar uma indigestão de sabedoria. Folheou "Tribuna das Ilhas", acelerou através de "O Incentivo", passou "ilha maior" em diagonal e botou o olho ao "Jornal do Pico". E o olho arregalou... Na página 3 o Povo descobriu uma síntese de uma entrevista dada por um velhote algo decrépito, de nome Pereira Duarte, à RTPA. Em tom de quem ralha a meninos, esse especialista em Pediatria, provávelmente em segunda meninice, dá largas ao seu azedume perante a possibilidade de abertura de uma maternidade na ilha do Pico. Embora não ligue grande coisa aos acessos de mau-génio gagá do vetusto clínico, o limitado espírito do Povo ficou algo confuso em consequência de alguns odores emanados pela sua diarreia verbal. À custa de muita coçadela de cabeça (para estimular a sua lenta compreensão) o Povo lá conseguiu tirar algumas conclusões:
1º Qualquer director de serviço, só por ser de S. Miguel, é chamado a mostrar a sua eloquência sobre o que se faz (ou não...) nas outras ilhas. Aquela frase "...lá pelo Pico ser a segunda ilha maior e ter problemas, não pode, não deve... mas isso é uma decisão política" é uma amostra exuberante da dita eloquência. O Povo sugere que fechem o Pico, para não atrapalhar.
2º O idoso cavalheiro parece achar normal pagar uns míseros 100 euros à hora a obstetras numa ilha em que a maioria das grávidas são seguidas em consultórios privados, pagando mais alguns euros que dão para comprar luxuosos iates com que se perdem regatas (O Povo gostaria de ver esta matemática explicada, em vez daquela de tantos partos por dia). O que meteria o navio ao fundo seriam os proventos do obstetra e da enfermeira do Pico. Fechem o raio da ilha!...
3º O Povo fica com a impressão que este "grande lider" até fecharia as maternidades já existentes e correria com os incompetentes que por lá vegetam, não vá dar-se o caso de faltarem provisões para os obscenos 100 euros à hora e para os equipamentozinhos que faltam ao Hospital do Divino... Fechem as malditas ilhas!...
4º O Povo tirou uma última e mais agradável conclusão. Este ancião prevê estar em casa quando a discutida maternidade abrir... Aleluia! Afinal, pode ser que ao Pico (e às outras ilhas) ainda reste uma esperança de não fechar. O Povo faz votos sinceros para que tenha uma rápida, feliz e silenciosa aposentação. Amen.

Friday, August 20, 2010

Uma boa piada

O Povo andou uns tempos cabisbaixo e ensimesmado. Tudo começou com a eliminação da Selecção do Mundial de Futebol e a forma tonta como aconteceu. Os dislates professorais daquele que devia ser um eterno adjunto não ajudaram nada, embora criassem a esperança (infundada) de que a FPF o mandasse ajudar um qualquer treinador. Afinal, o homem vai resolver o problema pagando a "exorbitância" de 1000 euros e gozando um mês extra de férias. A partida dos políticos para férias também não contribuiu para a elevação do astral, pois os motivos de risada diminuiram substancialmente. Mas o Povo recuperou o seu hábito de rir de coisas sérias. É por isso que não resiste a partilhar uma boa piada que ouviu. Tem a ver com o Hospital da Horta, que sem dúvida faz sombra aos políticos como motivio de chiste e pilhéria. Contaram ao Povo que um certo serviço do Hospital da Horta levou portas novas (várias). Talvez por ser um serviço onde se põe o rabo de fora, as ditas portas custaram a modesta quantia de 6000 euros cada (o Povo ouviu falar em preços mais elevados, mas vai pela tabela mínima). O mais curioso (tendo em atenção a mostra de rabos) é que as portas são de vidro...

Tuesday, June 29, 2010

Porto da Madalena

O Povo descobriu um bom blog. É dedicado, como o nome indica, ao Porto da Madalena e à defesa do seu desenvolvimento. O endereço é simples e lógico: portodamadalena.blogspot.com. A seguir com atenção.

Friday, June 11, 2010

O Hospital da Horta e os coxos

O Povo está indignado. O Povo ouviu dizer que o Ortopedista chefe do Hospital da Horta gostaria de operar mais pessoas aos joelhos e à bacia, mas que a administração lhe tem dificultado a vida. Segundo as fontes do Povo, foi o cabo dos trabalhos para arranjarem material para o homem trabalhar! Mas lá tiveram que meter a viola no saco e ceder. E agora piorou. Parece que o homem diz, para quem o quer ouvir, que até operaria ao sábado e ao domingo se tivesse camas. Mas parece que não as arranjam. Enquanto isso, o Povo vai coxeando. E gemendo... Que raio é que a administração do Hospital da Horta tem contra o Povo?

Duelo

O Povo assistiu divertido ao duelo dos Silvas, Cavaco e Vieira da, sobre as férias dos Portugueses (cá dentro ou lá fora). O Povo não se considera Cavaquista e até não simpatiza particularmente com o Presidente da República. Mas confessa que fácilmente lhe compraria um carro em segunda mão (incluindo o que foi a rodar à Figueira da Foz em 1985). Já ao outro Silva, Vieira da, o Povo não compraria nada, como não compraria nada aos seus colegas de governo e muito especialmente ao seu chefe, o famoso "engenheiro" Sócrates. Mas o Povo pensa que o Presidente não tem que preocupar-se. Os Portugueses dificilmente irão lá fora, pelo mais válido dos motivos: não terem dinheiro para tal. Também o outro Silva não precisa de procupar-se: os outros chefes de estado Europeus nem se lembrarão que Portugal existe. E os seus "súbditos" continuarão a vir cá veranear, por um motivo também muito válido, conforme lhe pode explicar o antecessor Manuel Pinho: devido aos baixos salários, tudo sai em conta aos nossos vistantes.

Friday, June 4, 2010

Pulido Valente

O Povo nunca conseguiu perceber por que razão existem idiotas como Vasco Pulido Valente. Um hominídeo que se realiza no enxovalho e insulto gratuitos. Agora resolveu acrescentar, no seu cano de esgoto privativo nas páginas do Público, umas tonterias da sua lavra sobre o estafado assunto dos Feriados e pontes. Tudo para chamar "madraços" aos seres humanos que vivem no país onde ele vegeta. Nada de particularmente original. E indubitávelmente banal. Mas há uma coisinha que irrita o Povo. É que os insultos venham de um ser que se limita a ler uns livros, resmungar com ar demente e estupidificado umas frases mal articuladas em (felizmente) raras aparições televisivas e escrever diáriamente umas banalidades azedas no Público. Para que serve esta criatura? Faz o quê? Produz o quê? Qual é o seu contributo para o produto nacional - isto se descontarmos o dinheiro que recebe do Público e o largo dispêndio em tabaco e uísque? Mas Deus e a Virgem (cuja Assunção e não Ascensão se celebra a 15 de Agosto) permitirão que morra. Para que o Povo bata latas e rompa em saltos e pinotes...

Tuesday, May 18, 2010

Outra vez doença

O Povo voltou a adoecer. Achaques articulares e mais umas coisinhas. Em resultado disso, volta mais azedo. Principalmente porque não gostou muito de frequentar os serviços de saúde. Embora tenha encontrado gente muito boa ao serviço do Hospital da Horta, também encontrou muito lixo. E soube muitas coisas. Embora sejam informações em segunda e terceira mão, devem estar certas, pois as fontes foram razoáveis. Essas informações suscitam muitas perguntas, que serão feitas ao longo dos próximos tempos. O Povo espera ser lido por alguém que se interesse por estas coisas. Talvez por uma autoridadezinha...

Thursday, March 11, 2010

Empresários?

Ainda não é hoje que o Povo vai demonstrar o muito que aprendeu sobre saúde enquanto esteve doente.
O Povo não resiste a fazer um comentário sobre notícias que ouviu hoje. E que diziam que os empresários (?) Portugueses exigiam mais medidas de diminuição da despesa pública (o que, na linguagem deles, significa mais cortes nas despesas sociais e mais contenções salariais), e que estavam irritados com as taxas sobre os seus prémios.
O Povo abstém-se de dizer o que pensa sobre os empresários (?) Portugueses. O Povo não quer escrever palavrões. Mas não resiste a dar a conhecer a sua estratégia para o futuro. Que passa também pela contenção da despesa. E uma das formas de passar da intenção à prática será exactamente aproveitar os conhecimentos informáticos de que o Povo tanto se orgulha e deixar de comprar a empresários (?) Portugueses, passando a mandar vir tudo dos outros países da UE.
Amor com amor se paga.

Doença

O Povo não tem estado preguiçoso. O Povo tem estado doente. Uma doença pouco original, típicamente popular. Dores nas costas. Mas nem tudo foi mau. Vegetando longamente em salas de espera, o Povo instruíu-se muito. São esses importantes conhecimentos que o Povo pretende partilhar nos próximos tempos.



Monday, January 25, 2010

Depressão

O Povo não sabe a razão... Como no poema (será chuva, será gente...), o Povo também pergunta: será do tempo? Dos políticos? Das catástrofes naturais ou causadas pelo homem? Enfim, será chuva... será gente? O Povo sabe apenas que anda deprimido. E irritado. Talvez seja por causa da discussão do Orçamento... Por falar nisso, sob a capa de seriedade governativa (ao negar uns dinheiros ao Dr. Jardim) e com a "pose" digna que lhe é conferida pelos cabelos brancos, o Sr. Ministro das Finanças lá foi anunciando que os funcionários públicos ficarão mais uma vez a "chupar no dedo". Precisa da massa para o TGV. O Povo tem dificuldade em conter a ira! Mas confessa que também se diverte a imaginar todos aqueles empresários chupistas a sofrerem as consequências dos tiques forretas que se vão manifestando nos nefandos funcionários públicos. E a cara combalida do Sr. Ministro a tentar descortinar (sem conseguir) um alvo para os seus impostos...
Pequenos consolos para a depressão que aflige o Povo, que recorre no entanto à sua velha máxima: entre mortos e feridos, alguém há-de escapar...

Monday, January 18, 2010

Haiti

O Povo tem andado distraído e desleixado. Não tem frequentado a blogosfera (o Povo aprendeu esta na semana passada) como devia. Mas tem andado sem assunto.
A tragédia do Haiti é demasiado grande para aqui caber e convida ao silêncio. Mas apetece perguntar: que raio de ideia vai na cabeça dos Franceses quando exibem os seus ciúmes dos Americanos? O Povo, na sua ignorância ingénua, pensava que os países ricos queriam mesmo ajudar. Mas afinal parece que estão como aqueles senhores dos tempos de antena-querem é aparecer na TV. O Povo também acha um bocadinho ridícula a insinuação de que os Americanos precisariam de um terramoto para ocupar o Haiti. Ao ver tanta destruição, tanto cadáver, tanta criança perdida, e ao ouvir e ler depois estes dislates proferidos por idiotas que deviam saber comportar-se melhor, o Povo treme de fúria. Que aquele senhor que manda na Venezuela era tontinho já o Povo tinha percebido. Agora que os Franceses, traumatizados pela sua actual insignificância, seriam capazes de se ridicularizarem a este ponto, zaragateando por causa da primazia na ajuda a um país em escombros, bom... a fleuma do Povo esfuma-se. E levanta-se a questão: será possível chegar mais baixo? Não haverá limites?

Monday, January 11, 2010

Horta Ludus

Aquilo é que é uma trabalheira! Come-se umas coisas (a gastronomia é uma forma de expressão cultural), viaja-se quanto baste (é necessário visitar outras paragens para trazer algo de novo à parvónia), tudo isto com um espírito de total abnegação. Cultura e recreio a quanto obrigas!
E depois lá vem o TC criticar... Incrível! Só sabem dizer mal. Claro que CA da empresa recreativa e cultural rebateu o TC em sede de contraditório e arrumou com os tipos. Ora vejam só! Que raio é que aqueles tipos do TC percebem de contas?

Thursday, January 7, 2010

O Tribunal de Contas anda cheio de serviço. Ele é Horta Ludus, ele é negócios da Atlantico Line...
O Povo vai analisar os dados, tentar perceber as questões (o povo é um pouco lento) e depois vai debitar as suas opiniões sobre estes assuntos. É que o Povo cada vez embirra mais com o destino dado aos impostos que paga. E já que não pode negar-se a pagar, o povo vai refilar. É o que lhe resta...

Saturday, January 2, 2010

Aqui estamos!

O Povo resolveu saír ao ciberespaço. Já participou em "manifs", berrando o seu descontentamento por toda esta terra esquecida por Deus; já escreveu nos jornais, ora de forma cordata, ora enxovalhando à esquerda e à direita. Já resmungou na rádio e até já espreitou por cima de alguns ombros na TV. Mas todos estes métodos estão ultrapassados. Os berros ninguém os ouve, os pasquins ninguém os lê, a rádio só passa música pimba e a TV é do Goucha e semelhantes... Sendo assim, o Povo entrou na onda do Sr. Sócrates. Fez um esforço, comprou um computador pequenino (mas melhor do que o Magalhães), leu um manual ainda mais pequenino e convenceu-se de que até talvez já saiba tanto disto como o Dr. José Magalhães (ainda alguém se lembra dele?). E agora é tempo de voltar a vociferar como nos belos tempos da rua, do éter, da imprensa e outras coisas ultrapassadas. Os tempos vão maus, por isso não há que ter comtemplações.
Como afirmado no perfil, não cabem aqui vícios privados. Só a falta de pública virtude. O Povo não tem a omnisciência do Dr. Pacheco Pereira, mas vai fazer o melhor que puder. Como vai debruçar-se principalmente sobre assuntos Açorianos, não é preciso ler tantos livros como o Prof Marcelo. E os poucos conhecimentos de dactilografia adquiridos há longos anos devem chegar para as encomendas.
Como é Ano Novo, o Povo fica por aqui. Fazendo os votos próprios da época, mas sabendo que são infrutíferos.