Wednesday, December 28, 2011

A ASAE e as taxas moderadoras

A ASAE cá da terra fiscalizou as condições de higiene das copas e cozinha do Hospital da Horta e fechou uma delas por ter detectado mau funcionamento de esgotos, com o consequente "cheirinho" e infestação por baratas. Só não fechou toda a cozinha por não haver alternativas para alimentar os doentes e funcionários.
O Povo não pode deixar de discordar deste laxismo do habitualmente implacável organismo fiscalizador. Se o Hospital da Horta foi o único prevaricador encontrado nas inspecções levadas a cabo, isso quer dizer que as refeições poderiam ser servidas pelos restaurantes de cozinha limpa da cidade. Seria um estímulo para a economia local e a despesa poderia ser fácilmente compensada através da cobrança de taxas moderadoras às baratas.
Um outro efeito positivo desta medida seria a provável fuga generalizada das baratas, que iriam morrer para outro sítio. Como se espera que aconteça aos doentes no futuro, quando todas as medidas dos drs. Paulo Macedo e Miguel Correia forem devidamente implementadas.

Thursday, December 22, 2011

O rei e o mordomo

Os Francos (povo "bárbaro" de que descende Sarkozy) eram representados durante a era merovíngea por um rei "faitneant", ou rei preguiçoso, simples figura decorativa tolerada pelo verdadeiro detentor do poder, que era o Mordomo. Este último cargo foi ocupado por figuras de alto gabarito, como Carlos Martel (que travou os Muçulmanos em Poitiers e evitou que submergissem a Europa) e Pepino o Breve, que acabou com as ambiguidades e auto-proclamou-se rei de facto, inaugurando a dinastia carolingea, cujo expoente máximo foi o Imperador Carlos Magno.
O Povo, quando menciona o Mordomo, tem em mente não um personagem merovíngeo mas aquela figura consagrada pelas séries inglesas de televisão:um senhor de fraque, curvadinho, bandeja na mão, sempre a dizer "yes siiiiiir". Bem tipificada pelo primeiro-ministro virtual de Portugal quando lhe são concedidos alguns breves momentos na presença de dirigentes europeus.
Para que fique claro...

O reaparecimento

Por falar em emigração, o sr. ministro canadiano reapareceu. Afinal não fugiu. Também não deve ter estado internado, pois não parece nada melhorzinho. Será que vai seguir os conselhos dos seus comparsas e re-emigrar?

Emigração

Primeiro foi um miúdo, provavelmente de boas famílias, que gostou de andar lá por fora a fazer uns mestrados e arranjou emprego como secretário de estado, a sugerir aos jovens que fossem embora. Depois foi o Mordomo em pessoa a sugerir aos professores que fossem para Angola e Brasil. Para não perder o ritmo, um ex-ministro e ex(?)-toxicodependente com graves problemas de dicção (NMS) surge na Rádio Renascença a defender um programa de colocação de Portugueses lá fora. E para fechar o cortejo de magníficos, aparece aquele emigrante de luxo e voz de corneta, de seu nome Paulo Rangel, que fez um intervalo entre duas visitas a restaurantes finos de Bruxelas para vir propor a criação de uma agência de emigração.
É verdade que aquele senhor que não acabou de crescer e liderou o PSD (embora ninguém tenha dado por isso) ainda não apareceu na TVI a dizer "Paulo, Portugueses fora de Portugal!".
Mas é de facto muita gente, e em democracia isso deve ser levado em conta.
Por isso o Povo faz coro e proclama aos jovens (e aos outros também): se puderem, vão. Mas não caiam na asneira de voltar. Não olhem para trás. Esqueçam Fátima, futebol e fado. Não mandem dinheiro. Não invistam cá. Esqueçam que esta piolheira (como dizia o rei D. Carlos) existe. E se se lembrarem, tenham dignidade e não perdoem nunca à terra que tão madrasta foi.

Thursday, December 15, 2011

O desaparecido

O Povo anda preocupado com o desaparecimento do sr. ministro "canadiano". Terá fugido de Portugal? Estará internado? Ou será que foi pelo cano abaixo junto com a economia?

O barrete do Sr. Capucho

O Sr. Capucho fez questão de manifestar a sua concordância com a extinção do feriado do 1º de Dezembro, considerando-o uma comemoração monárquica.
Desconfiado como é, o Povo meteu-se em investigações e concluiu que ou o Sr. Capucho é ignorante ou estava a tentar meter um barrete à incauta audiência, pois que o 1º de Dezembro só se tornou oficialmente feriado após a implantação da República.
Oh Sr. Capucho, acha que vale a pena fazer figura ridícula para defender os disparates do Mordomo e do Canalha? Que ainda por cima nem gostam de si?

O Mordomo e o Canalha

Após a sua indigitação para o lugar de primeiro ministro virtual de Portugal o Mordomo afirmou peremptóriamente:
"o usaremos nunca a situação que herdamos como desculpa para o que tivermos que fazer".
Ontem,falando na inauguração do Hospital Privado de Santarém, o Canalha fez questão de explicar que o governo cria portagens "para pagar as dívidas que outros assumiram".
Perfeito, não?
Ah! E qual será o papel do Canalha na inauguração de um hospital privado?

Wednesday, December 7, 2011

A meia hora

O Sr. Sandro Paim, que manda na Camara de Comercio de Angra, ficou muito feliz com o início do regresso dos horários de trabalho ao tempo da revolução industrial. Aquela meia hora a mais por dia vai aumentar imenso (diz ele) a competitividade das empresas Açorianas. O Povo até já consegue imaginar os milhões de moscas que inundarão os espaços comerciais da nossa Região para verem empregados a produzir encostados aos balcões. Vai ser cá um movimento...
O Povo tem apenas uma dúvida. Será que o Sr. Paim reparou que o aumento de meia hora no horário de trabalho só pode ser aplicado em empresas que não reduzam os postos de trabalho?

Saturday, December 3, 2011

A vaia

O canalha foi vaiado no congresso da Anafre. O Povo aplaude. A vaia, é claro

Friday, December 2, 2011

A redundância

Ontem comemorou-se pela última vez a libertação de Portugal do jugo espanhol no já longínquo ano de 1640. Parece que o governo e os partidos que o apoiam não acham esse acontecimento digno de celebração, chegando o Dr. António Capucho ao ponto de classificar o 1º de Dezembro como um feriado monárquico. O que nos dá uma ideia do patriotismo dos actuais políticos (que não são monárquicos).
Ora o Povo está tentado a concordar com o governo e seu séquito. Atirar Miguel de Vasconcelos pela janela foi um acto bárbaro praticado contra um grande visionário que tinha a premonição de que um dia Portugal seria conduzido por dirigentes do calibre dos actuais, não valendo por isso a pena ser independente. Também foi um disparate expulsar a Duquesa de Mântua, uma grande senhora que, apenas com o apoio do citado Vasconcelos, conseguia executar em Portugal a política de Filipe IV (que os Portugueses insistem em chamar Terceiro). Contrariamente ao actual primeiro ministro, que necessita de um grande número de ministros e secretários de estado para executar a política Merkozy. O que o torna uma redundância. Ou seja, uma repetição excessiva, uma superfluidade, um pleonasmo. Enfim, uma inutilidade...