Monday, January 25, 2010

Depressão

O Povo não sabe a razão... Como no poema (será chuva, será gente...), o Povo também pergunta: será do tempo? Dos políticos? Das catástrofes naturais ou causadas pelo homem? Enfim, será chuva... será gente? O Povo sabe apenas que anda deprimido. E irritado. Talvez seja por causa da discussão do Orçamento... Por falar nisso, sob a capa de seriedade governativa (ao negar uns dinheiros ao Dr. Jardim) e com a "pose" digna que lhe é conferida pelos cabelos brancos, o Sr. Ministro das Finanças lá foi anunciando que os funcionários públicos ficarão mais uma vez a "chupar no dedo". Precisa da massa para o TGV. O Povo tem dificuldade em conter a ira! Mas confessa que também se diverte a imaginar todos aqueles empresários chupistas a sofrerem as consequências dos tiques forretas que se vão manifestando nos nefandos funcionários públicos. E a cara combalida do Sr. Ministro a tentar descortinar (sem conseguir) um alvo para os seus impostos...
Pequenos consolos para a depressão que aflige o Povo, que recorre no entanto à sua velha máxima: entre mortos e feridos, alguém há-de escapar...

Monday, January 18, 2010

Haiti

O Povo tem andado distraído e desleixado. Não tem frequentado a blogosfera (o Povo aprendeu esta na semana passada) como devia. Mas tem andado sem assunto.
A tragédia do Haiti é demasiado grande para aqui caber e convida ao silêncio. Mas apetece perguntar: que raio de ideia vai na cabeça dos Franceses quando exibem os seus ciúmes dos Americanos? O Povo, na sua ignorância ingénua, pensava que os países ricos queriam mesmo ajudar. Mas afinal parece que estão como aqueles senhores dos tempos de antena-querem é aparecer na TV. O Povo também acha um bocadinho ridícula a insinuação de que os Americanos precisariam de um terramoto para ocupar o Haiti. Ao ver tanta destruição, tanto cadáver, tanta criança perdida, e ao ouvir e ler depois estes dislates proferidos por idiotas que deviam saber comportar-se melhor, o Povo treme de fúria. Que aquele senhor que manda na Venezuela era tontinho já o Povo tinha percebido. Agora que os Franceses, traumatizados pela sua actual insignificância, seriam capazes de se ridicularizarem a este ponto, zaragateando por causa da primazia na ajuda a um país em escombros, bom... a fleuma do Povo esfuma-se. E levanta-se a questão: será possível chegar mais baixo? Não haverá limites?

Monday, January 11, 2010

Horta Ludus

Aquilo é que é uma trabalheira! Come-se umas coisas (a gastronomia é uma forma de expressão cultural), viaja-se quanto baste (é necessário visitar outras paragens para trazer algo de novo à parvónia), tudo isto com um espírito de total abnegação. Cultura e recreio a quanto obrigas!
E depois lá vem o TC criticar... Incrível! Só sabem dizer mal. Claro que CA da empresa recreativa e cultural rebateu o TC em sede de contraditório e arrumou com os tipos. Ora vejam só! Que raio é que aqueles tipos do TC percebem de contas?

Thursday, January 7, 2010

O Tribunal de Contas anda cheio de serviço. Ele é Horta Ludus, ele é negócios da Atlantico Line...
O Povo vai analisar os dados, tentar perceber as questões (o povo é um pouco lento) e depois vai debitar as suas opiniões sobre estes assuntos. É que o Povo cada vez embirra mais com o destino dado aos impostos que paga. E já que não pode negar-se a pagar, o povo vai refilar. É o que lhe resta...

Saturday, January 2, 2010

Aqui estamos!

O Povo resolveu saír ao ciberespaço. Já participou em "manifs", berrando o seu descontentamento por toda esta terra esquecida por Deus; já escreveu nos jornais, ora de forma cordata, ora enxovalhando à esquerda e à direita. Já resmungou na rádio e até já espreitou por cima de alguns ombros na TV. Mas todos estes métodos estão ultrapassados. Os berros ninguém os ouve, os pasquins ninguém os lê, a rádio só passa música pimba e a TV é do Goucha e semelhantes... Sendo assim, o Povo entrou na onda do Sr. Sócrates. Fez um esforço, comprou um computador pequenino (mas melhor do que o Magalhães), leu um manual ainda mais pequenino e convenceu-se de que até talvez já saiba tanto disto como o Dr. José Magalhães (ainda alguém se lembra dele?). E agora é tempo de voltar a vociferar como nos belos tempos da rua, do éter, da imprensa e outras coisas ultrapassadas. Os tempos vão maus, por isso não há que ter comtemplações.
Como afirmado no perfil, não cabem aqui vícios privados. Só a falta de pública virtude. O Povo não tem a omnisciência do Dr. Pacheco Pereira, mas vai fazer o melhor que puder. Como vai debruçar-se principalmente sobre assuntos Açorianos, não é preciso ler tantos livros como o Prof Marcelo. E os poucos conhecimentos de dactilografia adquiridos há longos anos devem chegar para as encomendas.
Como é Ano Novo, o Povo fica por aqui. Fazendo os votos próprios da época, mas sabendo que são infrutíferos.