Thursday, September 30, 2010

Choque

O Povo ainda está em estado de choque. Não própriamente com as medidas anunciadas pelo (des)governo deste chiqueiro que se chama Portugal, uma vez que já eram esperadas por qualquer um com dois dedos de testa. Principalmente desde que o mentiroso relapso e contumaz com nome de filósofo (ugh!) afirmou que nada daquilo que foi anunciado se iria passar. O que mais incomoda é o ar compungido com que três carteiristas de fato e gravata anunciaram mais um assalto ao estúpido povo que lhes deu o tacho e lhes pôs na mão a arma que agora apontam à cabeça de todos. Recordando uma célebre rábula de Raúl Solnado, o Povo gostaria de pedir emprestado aos Americanos o assassino do Kennedy. Pena é que já não se encontre no mundo dos vivos. Já nem um assassinozito de jeito se arranja...

Tuesday, September 21, 2010

Tremuras

O Povo ainda está numa tremura desde que ouviu o imperador César acusar de forma tonitruante a rádio e a televisão públicas de grave irresponsabilidade a propósito das notícias sobre a bolsa de estudo concedida ao filho da Secretária do Trabalho pela própria mãe. O Povo considera que que a intervenção de Júlio, perdão, Carlos César, pede meças ao grandioso discurso com que Adamastor brindou o atrevido Gama.
Recordando o que aconteceu ao Dr. Mário Freitas (primeiro e último delegado de saúde da ilha de S. Miguel, no dizer do próprio em seu blog), que teve a ousadia de criticar o governo e foi "remodelado" por uma "reestruturação", o Povo teme sinceramente que Pedro Bicudo venha a ser o primeiro "repatriado" a voar no sentido Açores-EUA, devolvido à procedência...

Saturday, September 18, 2010

Espanto

O Povo tomou o gosto aos jornais. E anda agora a lê-los maiorzinhos. Há lá muita coisa interessante, como esta que o Povo leu no "i" online, e que gostaria de partilhar, sem comentários. E isto porque o Povo, que julgava ter capacidade de botar opinião sobre qualquer coisa, ficou sem palavras. Com a devida vénia:
"POLÍTICA
Carlos César atribui bolsa de 10 mil euros a filho da secretária do Trabalho

por Filipa Martins
Publicado em 18 de Setembro de 2010

O regulamento de concessão foi modificado e assinado pela governante açoriana meses antes de o filho concorrer a uma bolsa

O filho da secretária regional do Trabalho dos Açores, Miguel Marques Malaquias, recebeu do governo regional liderado por Carlos César uma bolsa de estudo no Continente no valor de 9500 euros, montante a que acrescem despesas inerentes à viagem de ida e volta de avião entre Lisboa e o arquipélago. A situação seria regular e nada teria de anormal se a bolsa de estudo atribuída ao filho de Ana Paula Marques não fosse no âmbito de um curso de Piloto de Linha Aérea. Acontece que esta área de formação só passou a fazer parte do regulamento de concessão de bolsas de estudo a partir de Outubro do ano passado, através de uma portaria modificada e assinada pela própria secretária regional, Ana Paula Marques. "Nesta mesma prossecução, e com a experiência obtida, após a aplicação daquele diploma, urge responder a novas necessidades formativas, em especial aos cursos que visem formar pilotos profissionais de avião civil", pode ler-se na portaria n.o 80/2009, de 6 de Outubro de 2009, que prevê a mudança do regulamento de acesso às bolsas de estudo do governo regional.

A isto acresce o facto de a bolsa atribuída ao filho da governante ter um valor muito superior às dos restantes bolseiros. Além de introduzir o curso de Piloto de Linha Aérea no regulamento de bolsas, Ana Paula Marques aumentou o valor dos apoios. Nos Açores, as bolsas de estudo são financiadas com um subsídio equivalente a 65% da remuneração mínima mensal no arquipélago, mas a secretária regional decidiu majorar o curso do filho com um subsídio equivalente a 150% da remuneração mínima mensal.

Além disto, Ana Paula Marques assina um anexo à portaria onde é referido que as bolsas de estudo do Governo Regional dos Açores são atribuídas independentemente das condições económicas dos familiares dos alunos: "Podem aderir ao presente regime complementar de bolsa de estudo os alunos residentes permanentes na Região Autónoma dos Açores que, independentemente dos seus recursos económicos, da idade e do ano que frequentem, façam prova de estarem matriculados fora da Região Autónoma dos Açores num curso de formação profissional que satisfaça os requisitos fixados."

Dez meses passados, por despacho de 16 de Agosto, é atribuído a Miguel Marques Malaquias, filho da secretária regional do Trabalho e autora da mudança da portaria, uma bolsa de estudo que se destina a financiar a frequência do curso de Piloto de Linha Aérea, ministrado na Academia Aeronáutica de Évora.

Confrontado com esta informação, o Governo Regional do Açores, liderado por Carlos César, preferiu emitir uma nota explicativa. "Os apoios para os cursos de piloto de aviação civil eram atribuídos através de outros programas: numa primeira fase, até 2007, através do PODESA e, a partir dessa altura e até 2009, por Portaria do Governo."

A secretária, Ana Paula Marques, decidiu optar "por integrar esses apoios no regulamento das bolsas de estudo, apenas para tornar a atribuição do subsídio mais transparente", lê-se na nota do gabinete."

Também ficaram sem palavras?

Saturday, September 11, 2010

Protesto

O Povo gostou de saber através do sítio da RTPA que duas das sete maravilhas naturais de Portugal eram a Montanha do Pico e a Lagoa das Sete Cidades. Mas o Povo ficou chateado por ver que só havia fotografia da lagoa. Nada de Pico. Será que não dava para pôr ao menos uma imagenzinha pequenina inserida na outra, assim como aquele homem que faz gestos no cantinho inferior direito de alguns telejornais?

Friday, September 3, 2010

O Povo adora aprender. E tem a noção de que "ler jornais é saber mais". Por isso, o Povo deitou-se à leitura de periódicos. Como acredita que tudo deve ser disfrutado em pequenas doses, o Povo contentou-se com jornais pequeninos, para não apanhar uma indigestão de sabedoria. Folheou "Tribuna das Ilhas", acelerou através de "O Incentivo", passou "ilha maior" em diagonal e botou o olho ao "Jornal do Pico". E o olho arregalou... Na página 3 o Povo descobriu uma síntese de uma entrevista dada por um velhote algo decrépito, de nome Pereira Duarte, à RTPA. Em tom de quem ralha a meninos, esse especialista em Pediatria, provávelmente em segunda meninice, dá largas ao seu azedume perante a possibilidade de abertura de uma maternidade na ilha do Pico. Embora não ligue grande coisa aos acessos de mau-génio gagá do vetusto clínico, o limitado espírito do Povo ficou algo confuso em consequência de alguns odores emanados pela sua diarreia verbal. À custa de muita coçadela de cabeça (para estimular a sua lenta compreensão) o Povo lá conseguiu tirar algumas conclusões:
1º Qualquer director de serviço, só por ser de S. Miguel, é chamado a mostrar a sua eloquência sobre o que se faz (ou não...) nas outras ilhas. Aquela frase "...lá pelo Pico ser a segunda ilha maior e ter problemas, não pode, não deve... mas isso é uma decisão política" é uma amostra exuberante da dita eloquência. O Povo sugere que fechem o Pico, para não atrapalhar.
2º O idoso cavalheiro parece achar normal pagar uns míseros 100 euros à hora a obstetras numa ilha em que a maioria das grávidas são seguidas em consultórios privados, pagando mais alguns euros que dão para comprar luxuosos iates com que se perdem regatas (O Povo gostaria de ver esta matemática explicada, em vez daquela de tantos partos por dia). O que meteria o navio ao fundo seriam os proventos do obstetra e da enfermeira do Pico. Fechem o raio da ilha!...
3º O Povo fica com a impressão que este "grande lider" até fecharia as maternidades já existentes e correria com os incompetentes que por lá vegetam, não vá dar-se o caso de faltarem provisões para os obscenos 100 euros à hora e para os equipamentozinhos que faltam ao Hospital do Divino... Fechem as malditas ilhas!...
4º O Povo tirou uma última e mais agradável conclusão. Este ancião prevê estar em casa quando a discutida maternidade abrir... Aleluia! Afinal, pode ser que ao Pico (e às outras ilhas) ainda reste uma esperança de não fechar. O Povo faz votos sinceros para que tenha uma rápida, feliz e silenciosa aposentação. Amen.