Monday, November 29, 2010

Cruzeiro do Canal

O Povo julgou ter bebido um copito a mais ao ver dois barcos idênticos. Mas depois de afastar as brumas da memória, fez-se-lhe luz no espírito. Afinal os barcos eram mesmo dois, de seus nomes "Cruzeiro das Ilhas" e "Cruzeiro do Canal". O lapso devia-se simplesmente ao facto de o do Canal ter saído de circulação há tanto tempo que o Povo já nem se lembrava da sua existência. É bom ter de volta os dois gémeos. Só há um problema. Os Picoenses, que estavam livres de adoecer entre as 18h45 e as 23 e tal, estão agora ameaçados de adoecer a qualquer hora. E estavam também livres de terem de deslocar-se ao Faial em caso de avaria do das Ilhas. Agora já estão obrigados a deixar a doce modorra e embarcar para tratarem dos seus assuntos. É assim a vida... Ninguém prometeu um mar de rosas...
O Povo por vezes acha os políticos divertidos. Ou pensando melhor, talvez os ache ridículos. Ora vejamos um exemplo.
Em entrevista concedida ao Expresso de 27/11/10 a espantosa ministra que (des)governa a saúde que (não) temos produz a seguinte pérola de retórica: "quando eu era directora de serviço andava muitas vezes a apagar luzes, a desligar computadores ou a controlar fotocópias".
O Povo pergunta: e quem é que dirigia o serviço? Não acha a Sra Ministra que ganhava demais para fazer o trabalho que qualquer modesta empregada auxiliar faria, talvez até melhor?

Saturday, November 27, 2010

Roubo

O Dr. Henrique Monteiro, um idiota que já foi director do "Expresso", escreve hoje emproadamente, no referido semanário, as seguintes banalidades:
"O preocupante não é a conversa dos mercados revelar ignorância sobre o que eles são ou representam, ou significar uma desculpa para quem teve nas mãos a condução da situação (e refiro-me não só a governos, como a empresas e mesmo a pessoas que não acautelaram as situações financeiras do país, das companhias e das suas próprias casas)."
O Povo lembra aqui os muitos que trabalharam arduamente, pouparam metodicamente e administraram capazmente as finanças pessoais e familiares para, à laia de prémio, serem assaltados à mão armada por um Estado ladrão em benefício de outros ladrões, Rendeiros, Loureiros e outros quadrilheiros ligados a organizações sinistras que dão pelas siglas de BPN, BPP, etc.
Enquanto não fizer esta ressalva, o Dr. Monteiro e outros fariseus não passarão de escribas a soldo de alguns sumos-sacerdotes que os vão alimentando a doses de 30 moedas que nem de prata são.

Friday, November 26, 2010

Pacheco Pereira

O omnisciente Dr. Pacheco Pereira não é escriba do agrado do Povo, seguindo de perto Sousa Tavares e Pulido Valente na lista de ódios de estimação. No entanto, o Povo acha que este fazedor de opinião (ugh!) deu uma dentro em artigo publicado na revista Sábado, quando a certa altura acertadamente escreve:
"Dirão os realistas da economia cínica – que se caracterizam quase sempre por não estar na situação laboral sobre a qual opinam – que, com medo ou sem ele, com sindicatos ou sem eles, quando a racionalidade económica obriga, não há outro remédio senão perder o emprego, a bem ou a mal. E a realidade dos dias de hoje parece comprová-lo: seja qual for a retórica sobre os direitos laborais, se a economia real não os suporta, eles não valem nada. Não é verdade, porque no mundo complexo do real, a racionalidade económica não é uma linha definida que deixa de um lado o branco e do outro o preto. As coisas são quase sempre cinzentas e o jogo de luz e sombra faz-se de múltiplos interesses contraditórios sem os quais haveria muitos abusos e prepotências."
E, acrescentaria o Povo da sua lavra, é bom que os prepotentes não esqueçam que a populaça (o Povo) por vezes perde a paciência e abandona a habitual passividade, tornando-se agressivo e violento. E capaz das piores asneiras.
Há por aí alguém que ainda se lembre da palavra "Revolução"? Já há muito quem a murmure por aí. E da murmuração à vociferação e à acção a distância é muito curta...

Wednesday, November 24, 2010

Asneira

O Povo deu mancada. Ou seja, meteu água. No osso. O Povo passa a explicar.
Há já largos meses, o Povo foi convencido de que o Ortopedista Chefe do Hospital da Horta queria trabalhar muito e curar muitas pessoas de doenças do joelho e outros ossos. E disso deu conta nestas notas.
Mas afinal parece que a realidade é diferente. Parece que há por lá uma equipa capitaneada pelo dito ortopedista que anda a sacar uns cobres ao Povo através de um programa de recuperação de listas de espera, para o qual consta que há dinheiro. E até em quantias grandes,das quais a tal equipa se serve à vontade. Diz-se também que a tal lista de espera leva uma ajudinha para inchar qualquer coisa e render mais. Resumindo, negócios sujos com conivência de altos dirigentes do Hospital que, segundo alguns murmúrios, também colhem benefícios pessoais do tal programa.
O Povo vai procurar arranjar matéria para novos capítulos desta história mafiosa e complexa. Fica prometido...

Pseudolalia II

Aquela da Pseudolalia vem na wikipedia. Trata-se de uma compulsão para mentir. É doença. E é por isso que o Povo tem uma certa paciência com o Filho de Gepeto e seus colaboradores. Afinal são doentes...

Pressões

O Povo ouviu uma que é assaz estranha. Consta que o Dr. Eugénio Leal, Presidente do Conselho Executivo da Escola Manuel de Arriaga e destacado militante do PSD regional, andou a fazer trabalho sujo a favor do PS, pressionando os funcionários com vínculo de trabalho precário a não aderirem à greve, senão...
Será verdade?

Pseudolalia I

Um colaborador do Filho de Gepeto, ajudante do ministro da Administração Interna ( e com aspecto de ter sido um dos defensores mais entusiastas do casamento gay) anunciou com todo o descaramento uma adesão de 20% à greve geral. Ora o Povo, que no fundo não é mau, considera que esta gente também não é má e apresenta apenas sinais exuberantes de pseudolalia (ah ah! Aprendam!).

Saturday, November 13, 2010

Intrigado

O Povo anda intrigado. Alguns personagens sinistros saíram a terreiro e desataram a dizer coisas esquisitas. O governador do Banco de Portugal, do alto das suas dezenas de milhares de euros de vencimento mensal, vem dizer que Portugal tem vicios e uma longa história de se meter em sarilhos (ainda ninguém tinha dado por isso), o que faz com que os credores desconfiem (que novidade). E a seguir faz notar que os credores ainda não perceberam até onde vai o desvario, pois não contabilizaram ainda as dividas das empresas públicas, etc. Ora que grande amigo nos saíu este governador daquela inútil instituição. E que tal fechar o dito Banco (já que todos sabemos que o BCE é que manda e faz as contas) e poupar uma boa maquia nos ordenados gigantescos destes sabichões?
Também tivemos por estes dias o precioso contributo do Dr. Espírito Santo, importante figurão do "bas-fond" económico nacional. Este verdadeiro Ali-Babá dos tempos modernos explicou pormenorizadamente a Judite Sousa como deveria o País ser governado. Embora o Povo acredite que qualquer um saberia governar o País melhor do que o Filho de Gepeto, O Povo desconfia que o Dr. Espírito Santo faria as coisas de uma forma muito favorecedora para a sua lojeca e o seu fabuloso vencimento superior a 10 milhões anuais (fora o resto).
E até tivemos hoje o Monteiro do Expresso, que já foi de esquerda (quando isso era moderno), mas que entretanto se modernizou, que também dá umas dicas sobre como formar o próximo governo e o que este deverá fazer, nomeadamente profundas alterações ao "generoso" estado social que temos. O que o homem escreve daria um ataque de asma ao antigo social-democrata Pinto Balsemão, mas provavelmente desobstruirá os atacados bronquios do actual magnata com o mesmo nome. Enfim, sinais dos tempos... Que Deus nos acuda.