Sunday, December 26, 2010

José Silva

Ocupado, para além do trabalho do dia a dia, com as actividades próprias da quadra natalícia (jantaradas, Boas Festas, etc.), o Povo não se apercebeu de que o jornalista José Silva deixou definitivamente (será?) a RTP (Rádio e Televisão de Portugal), ramo Açores. A desagradável informação foi apanhada na leitura de alguns "blogues" que o Povo tem por hábito espreitar. Nas entrelinhas dá para perceber que José Silva sofreu foi rasteirado ou empurrado. Logo se verá...
Não é necessário estar para aqui a fazer um arrazoado sobre as muitas qualidades de José Silva. Isso já foi feito por inúmeras pessoas que o conhecem de perto. Mas o Povo gostaria de recordar aqui duas características suas que o Povo muito apreciava e achava únicas:
-A forma despretensiosa e realista como como entendia e valorizava os problemas, as lutas e as ambições das pequenas colectividades;
-O modo elegante como sempre se referia aos clubes das "ilhas", exemplarmente demonstrado no respeito sempre manifestado no tempo de antena a eles concedido nos seus programas.
O Povo deseja a José Silva (que só conhece dos ecrãs da TV e dos alto-falantes de rádio) as maiores felicidades pessoais e profissionais.

Sunday, December 12, 2010

Aljubarrota

Há um pormenor acerca da celebérrima batalha de Aljubarrota que não é lá muito conhecido do grande público. Tem a ver com a disposição, engendrada por D. Nuno Álvares Pereira e D. João I, das tropas que enfrentaram o poderoso exército Castelhano . Toda a gente sabe que tinha a forma de um quadrado; muita gente sabe que as tropas estacionaram entre dois rios, obrigando os Castelhanos a afunilarem a sua enorme vanguarda, não lhes permitindo caír com toda a sua força sobre o minúsculo exército Português; pouca gente sabe que o refinamento estratégico dos dois líderes levou à escolha de terreno em que também existissem obstáculos intransponíveis pela retaguarda. Para evitar um ataque pelas traseiras? De modo nenhum. Para evitar, isso sim, que os soldados de Portugal tivessem por onde fugir. Resultado? Não tiveram outro remédio senão lutar bravamente e matar tudo o que lhes apareceu pela frente.
Que lições se podem extrair daqui? Assim é o Povo. Recua, faz contorcionismo, baixa-se até lhe aparecer o traseiro, para não se chatear. Mas se a crise se torna demasiado pesada, se já não tem nada a perder, se não tem mais por onde fugir, então perde completamente as estribeiras e assalta estabelecimentos e edifícios públicos, incendeia carros, luta com a polícia... Como o Povo de Aljubarrota, dá cabo de tudo o que aparece pela frente. Como se costuma dizer, o Povo é sereno... até um dia! Acreditem! Assim o ensina a História.

Wednesday, December 8, 2010

A guerra religiosa

O Povo ouviu uma interessante.
É sabido que a presença de Capelão católico em hospitais públicos provoca pele de galinha e maus fígados a algumas pessoas. Ainda por cima o Capelão faz parte da lista de vencimentos dos hospitais. Ora, neste campo o Hospital da Horta é inatacável. É verdade que também tem o seu Capelão católico. Mas para compensar, contratou um médico ortopedista que é pastor de outra religião. Dizem que da Igreja Adventista. E até dizem que é figura grada, Bispo ou coisa assim. Parece que as consultas metem catequese e tudo. E há revistas religiosas à disposição no consultório (sempre é uma variante às revistas foleiras dos consultórios de dentista...).
Portanto, a Igreja Católica que se cuide! Não é todos os dias e em qualquer sítio que se pode juntar à instrução religiosa uma consultazita médica. Sempre é um valor acrescentado... "Venha à catequese e de caminho trate um osso" poderia ser o "slogan" publicitário do Hospital.
O problema é se este progressivo estabelecimento de saúde se transforma em palco de guerra religiosa...

Tuesday, December 7, 2010

Alemanha

O Povo acha a Sra Merckel uma criatura perfeitamente explosiva. Nada e criada no mais Estalinista dos países do antigo bloco de leste (a defunta RDA) e líder de um partido de direita conservador, coisa boa não pode ser. Filha que é de um pastor de uma religião qualquer, gosta de pregar sermões de moral a todos. E gosta de apregoar as virtudes da sua Alemanha rica e enxovalhar os outros países pobres e devedores. Esquece-se a magnífica senhora que uma parte importante da pobreza dos outros resulta de excesso de compras ao seu rico país, tornando-o assim no mais rico entre todos os do velho Continente.
É pena que os pobres e endividados não sejam capazes de , em acção concertada, deixar de comprar produtos alemães. O Povo tem a certeza que a Sra Merckel e os seus carrancudos e empinados compatriotas piariam mais fininho...

Wednesday, December 1, 2010

O Povo está sempre a ser apanhado de surpresa pela criatividade e inspiração dos políticos. Então não é que a Ministra da Saúde descobriu o nó górdio dos problemas da saúde em Portugal, quiçá a nível mundial? Que é a indefinição da posição da Igreja acerca do uso do preservativo? Vamos lá, senhores prelados. Respondam à questão com clareza e ficará tudo resolvido. Valha-nos Deus...