Mas, apesar da boa disposição... não haverá por aí ninguém interessado em bombardeá-las?
Thursday, July 7, 2011
O lixo
O Povo gostou de saber que o Sr. Trichet, dono do Banco Central Europeu, mandou "a agência" dar uma volta (só foi pena que no mesmo dia tivesse subido as taxas de juro). O Povo também gostou de saber que só o Financial Times, entre o coro de protestos e a chuva de críticas, levantou a voz a defender "a agência". O que não espanta ninguém. O vigor com que várias instituições e entidades Portuguesas reagiram, chegando mesmo ao corte de relações de todo o tipo com "a agência", confortou a alma do Povo (só foi pena a dor de estômago do Dr. Passos Coelho). A ideia de enviar pelo correio um saco de lixo a "a agência" fez rir o Povo. Em síntese, hoje o Povo está bem disposto (amanhã já voltará ao estado normal).
Wednesday, July 6, 2011
Satisfação
Apesar do ambiente tétrico que se viveu hoje em Portugal o Povo não deixa de estar vagamente satisfeito. A vigorosa reacção do Presidente da República, bem acompanhado por outros políticos e economistas nacionais, pelo habitualmente circunspecto Durão Barroso, e até por vários acólitos da Sra Merkel, impediu que o estômago do Povo fosse contagiado (como agora se diz) pela dor sentida pelo Primeiro Ministro em consequência do murro aplicado pela "agência". Será que paira no ar um certo cansaço relativamente a este instrumento dos investidores*?
Ah, e já agora... será que não há ninguém interessado em bombardeá-las?
*Corja de ladrões (dicionário do Povo).
Tuesday, July 5, 2011
Bombardeamento
O Povo andou a reler alguma história do período entre as duas guerras mundiais, especialmente desde o início da Grande Depressão até à invasão da Polónia pelas forças Nazis. E encontrou muitas semelhanças com o período que se vive actualmente: a crise financeira, a desmoralização, os líderes populistas, a fraqueza dos governos eleitos, o ódio crescente dos povos uns aos outros... E comandando tudo isto, os verdadeiros Hitler, Mussolini e Estaline dos tempos modernos: a Moody's, a Fitch e a Standard and Poor, cujos erros grosseiros de avaliação causaram a actual crise, e que continuam impunemente a destruir economias e vidas, apregoando como verdades absolutas as suas análises maldosas e dolosas. Por isso... Será que ninguém por aí poderia bombardeá-las? É que se ninguém o fizer, os bombardeamentos serão certamente de maior dimensão. E causarão prejuízo em vez de fazerem um verdadeiro acto de purificação.
Monday, July 4, 2011
O "apagão"
A ex-ministra da Saúde, Dra Ana Jorge, dedicava-se muito, quando era directora de um serviço hospitalar, a "apagar" luzes e computadores que os colegas deixavam ligados. Era uma ocupação algo estranha para uma médica mas talvez fosse mais interessante do que aturar criancinhas rabugentas com febre e diarreia. E o seu zelo deve ter sido muito apreciado pelos seus colegas no ex-governo, pois o seu exemplo foi seguido com tal entusiasmo que até os discos rígidos dos computadores dos ministérios foram completamente apagados. São pequenos gestos e exemplos praticados no dia a dia que têm consequências de uma grandeza inesperada...
A Agência
"Na nossa opinião, as duas opções de financiamento descritas pela Fédération Bancaire Française consistiriam num default, segundo os nossos critérios".
É assim que uma das celebérrimas agências de notação (ou melhor ainda, de "rating") se refere ao possível plano de resgate suplementar da Grécia. O governo Francês pensa o quê? Os governos da UE pensam o quê? O FMI pensa o quê? E o que é que isso interessa? Quem é que quer saber saber o que pensam os governos democráticamente eleitos pelos cidadãos dos países Europeus? Quanto ao que pensam os próprios cidadãos, nem se fala nisso! A agência pensou, está pensado. A agência determinou, está determinado.
Já agora, o Povo pergunta: não se poderia bombardeá-las (as agências, claro!)?
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