O omnisciente Dr. Pacheco Pereira não é escriba do agrado do Povo, seguindo de perto Sousa Tavares e Pulido Valente na lista de ódios de estimação. No entanto, o Povo acha que este fazedor de opinião (ugh!) deu uma dentro em artigo publicado na revista Sábado, quando a certa altura acertadamente escreve:
"Dirão os realistas da economia cínica – que se caracterizam quase sempre por não estar na situação laboral sobre a qual opinam – que, com medo ou sem ele, com sindicatos ou sem eles, quando a racionalidade económica obriga, não há outro remédio senão perder o emprego, a bem ou a mal. E a realidade dos dias de hoje parece comprová-lo: seja qual for a retórica sobre os direitos laborais, se a economia real não os suporta, eles não valem nada. Não é verdade, porque no mundo complexo do real, a racionalidade económica não é uma linha definida que deixa de um lado o branco e do outro o preto. As coisas são quase sempre cinzentas e o jogo de luz e sombra faz-se de múltiplos interesses contraditórios sem os quais haveria muitos abusos e prepotências."
E, acrescentaria o Povo da sua lavra, é bom que os prepotentes não esqueçam que a populaça (o Povo) por vezes perde a paciência e abandona a habitual passividade, tornando-se agressivo e violento. E capaz das piores asneiras.
Há por aí alguém que ainda se lembre da palavra "Revolução"? Já há muito quem a murmure por aí. E da murmuração à vociferação e à acção a distância é muito curta...
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