O Povo não sabe a razão... Como no poema (será chuva, será gente...), o Povo também pergunta: será do tempo? Dos políticos? Das catástrofes naturais ou causadas pelo homem? Enfim, será chuva... será gente? O Povo sabe apenas que anda deprimido. E irritado. Talvez seja por causa da discussão do Orçamento... Por falar nisso, sob a capa de seriedade governativa (ao negar uns dinheiros ao Dr. Jardim) e com a "pose" digna que lhe é conferida pelos cabelos brancos, o Sr. Ministro das Finanças lá foi anunciando que os funcionários públicos ficarão mais uma vez a "chupar no dedo". Precisa da massa para o TGV. O Povo tem dificuldade em conter a ira! Mas confessa que também se diverte a imaginar todos aqueles empresários chupistas a sofrerem as consequências dos tiques forretas que se vão manifestando nos nefandos funcionários públicos. E a cara combalida do Sr. Ministro a tentar descortinar (sem conseguir) um alvo para os seus impostos...
Pequenos consolos para a depressão que aflige o Povo, que recorre no entanto à sua velha máxima: entre mortos e feridos, alguém há-de escapar...
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