Primeiro foi um miúdo, provavelmente de boas famílias, que gostou de andar lá por fora a fazer uns mestrados e arranjou emprego como secretário de estado, a sugerir aos jovens que fossem embora. Depois foi o Mordomo em pessoa a sugerir aos professores que fossem para Angola e Brasil. Para não perder o ritmo, um ex-ministro e ex(?)-toxicodependente com graves problemas de dicção (NMS) surge na Rádio Renascença a defender um programa de colocação de Portugueses lá fora. E para fechar o cortejo de magníficos, aparece aquele emigrante de luxo e voz de corneta, de seu nome Paulo Rangel, que fez um intervalo entre duas visitas a restaurantes finos de Bruxelas para vir propor a criação de uma agência de emigração.
É verdade que aquele senhor que não acabou de crescer e liderou o PSD (embora ninguém tenha dado por isso) ainda não apareceu na TVI a dizer "Paulo, Portugueses fora de Portugal!".
Mas é de facto muita gente, e em democracia isso deve ser levado em conta.
Por isso o Povo faz coro e proclama aos jovens (e aos outros também): se puderem, vão. Mas não caiam na asneira de voltar. Não olhem para trás. Esqueçam Fátima, futebol e fado. Não mandem dinheiro. Não invistam cá. Esqueçam que esta piolheira (como dizia o rei D. Carlos) existe. E se se lembrarem, tenham dignidade e não perdoem nunca à terra que tão madrasta foi.
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