Friday, December 2, 2011

A redundância

Ontem comemorou-se pela última vez a libertação de Portugal do jugo espanhol no já longínquo ano de 1640. Parece que o governo e os partidos que o apoiam não acham esse acontecimento digno de celebração, chegando o Dr. António Capucho ao ponto de classificar o 1º de Dezembro como um feriado monárquico. O que nos dá uma ideia do patriotismo dos actuais políticos (que não são monárquicos).
Ora o Povo está tentado a concordar com o governo e seu séquito. Atirar Miguel de Vasconcelos pela janela foi um acto bárbaro praticado contra um grande visionário que tinha a premonição de que um dia Portugal seria conduzido por dirigentes do calibre dos actuais, não valendo por isso a pena ser independente. Também foi um disparate expulsar a Duquesa de Mântua, uma grande senhora que, apenas com o apoio do citado Vasconcelos, conseguia executar em Portugal a política de Filipe IV (que os Portugueses insistem em chamar Terceiro). Contrariamente ao actual primeiro ministro, que necessita de um grande número de ministros e secretários de estado para executar a política Merkozy. O que o torna uma redundância. Ou seja, uma repetição excessiva, uma superfluidade, um pleonasmo. Enfim, uma inutilidade...

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