O Povo esteve a ouvir o programa do Provedor do Ouvinte da RDP. E descobriu que o ministro Relvas mandou fechar o serviço de onda curta da rádio do Estado. O Povo escandalizou-se, pois sabe por experiência própria que aquele serviço é um dos mais importantes elos de ligação entre os Portugueses espalhados pelo mundo e o Portugal de que sem razão insistem em gostar. E que constitui também importante fonte de informação para quem viaja em lazer ou trabalho. Mas o pior foi ouvir os pressupostos em que Relvas baseou a sua decisão: que a onda curta não tem ouvintes; que é obsoleta e cara; e que a Deutshe Welle (tinha de ser) fechou os seus serviços de onda curta. O Provedor Mário Figueiredo, com serenidade e alguma ironia, desmentiu de forma bem fundamentada todos (um a um) os argumentos ministeriais e arrasou (não é difícil) a credibilidade do argumentador.
O Povo pensava ingenuamente que o ministro Relvas era, coitado, um ignorante boçal e arrogante. Mas só os burros é que não mudam de opinião. E o Povo não é burro. Por isso promoveu o ministro. A canalha todos os dias!
Ao Provedor Mário Figueiredo um "bem haja" por cumprir bem a sua missão, defendendo com rigor e vigor aquilo que deve ser um verdadeiro serviço público.
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